SUPREMO GRANDE CAPÍTULO DA MAÇONARIA ECLÉTICA

SUPREMO GRANDE CAPÍTULO DA MAÇONARIA ECLÉTICA







O SISTEMA DA MAÇONARIA ECLÉTICA


O Rito Eclético



A Maçonaria Eclética Uruguaia ou Rito Eclético Uruguaio é um sistema maçônico tradicional, elaborado a partir dos antigos rituais do Rito Eclético Filosófico do Baron Von Ditfurth, compilado em 1776 e publicado na Alemanha em 1779, cumprindo fielmente os antigos Landmarks e as doutrinas da maçonaria antiga e regular.


O Rito Eclético Uruguaio (Rito Ecléctico Uruguayo) foi editado seus primeiros rituais em 1882, a partir das doutrinas e métodos filosófico e ritualístico compilado pelo Barão de Ditfurth e Barão de Knigge.

No sistema Eclético, a Igualdade e a Liberdade são direitos essenciais que o homem, na sua perfeita e original primitiva forma recebeu da natureza, sendo ele livre para escolher o seu próprio caminho. Assim, o maçom pode decidir qual caminho trilhar, quando começar a obra, remodelar ou acabar, utilizando suas próprias aspirações.

A História do Rito Eclético na Alemanha



Rito Eclético Filosófico

O Sistema da Maçonaria Eclética ou Rito Eclético foi compilado em 1776, a principio com quatorze graus pelo Barão de Ditfurth (Franz Dietrich von Ditfurth: 1738, Dankersen, Alemanha – 1813, Weser, Alemanha), sendo publicado em 1779, em Frankfurt, não prosperando no primeiro momento na Alemanha.

Entre 1781 a 1783, o Barão de Ditfurth resolveu reformar e reestruturar o rito em parceria com Johann Karl Brönner, (Johann Ludwig Karl Brönner: 1 de julho de1738, Frankfurt, Alemanha - 22 de março de 1812, Frankfurt, Alemanha) e o Barão de Knigge, mudando radicalmente sua estrutura. A partir de então, os graus simbólicos passou a ter destaque no Sistema da Maçonaria Eclética.

A Reforma do Rito Eclético

Barão de Knigge, (Freiherr Adolph Franz Friedrich Ludwig Knigge: 16 de outubro de 1752, Wennigsen, Alemanha - 6 de maio de 1796, Brémen, Alemanha), em 1782, logo após o Congresso em Wilhelmsbad, reformou o “Rito Eclético Filosófico” (criado em 1779 pelo Barão de Ditfurth), em conformidade com as normas e diretrizes da maçonaria regular. Separou os graus simbólicos dos graus filosóficos, excluindo dos rituais as especulações do hermetismo, templarismo e ideias cabalísticas incluídas nos seus traçados que nada tinha haver com a Ordem, trazendo de volta à pureza primitiva e genuína, restando tão somente à pura essência maçônica estabelecida conforme os antigos Landmarks e os regulamentos da maçonaria inglesa.


Os graus simbólicos para Knigge, Ditfurth e Brönner, representavam a mais pura maçonaria, sendo o alicerce de toda Estrutura Eclética, representando ainda, a “Evolução Racional da Espécie Humana”.

Nos dias 18 e 21 de março de 1783, as Grandes Lojas Provinciais de Frankfurt e de Wetzlar, encaminharam Pranchas Circulares Ecléticas a todas as lojas alemãs, com os quinze pontos que regulamentava a Maçonaria Eclética. Nesta prancha, ficaram definido os direitos e deveres de cada alojamento e de cada obreiro. No artigo 3º da referida circular, ficou regulamentado que as Lojas definiriam quais e quantos graus superiores seriam instalados. O projeto da prancha circular foi elaborado pelo Irmão Johann Karl Brönner, obtendo sucesso, diversos alojamentos aderiram a Sistema Eclética.

A Constituição do Ecletismo dava plena independência a suas Lojas a trilhar a estrada da filosofia em separado da base simbólica. Assim, o Sistema Eclético, ou simplesmente “Rito Eclético”, permaneceu com seus graus reformados e adaptados a franco-maçonaria especulativa e regular.

A Maçonaria Eclética e as Grandes Lojas de Frankfort e Hamburgo

A Maçonaria Eclética se estabeleceu em 1783, a princípio na Alemanha, no seio das Grandes Lojas de Frankfurt e Hamburgo, sendo organizadas posteriormente as grandes lojas provinciais ecléticas em Frankfort, Hambugo, Wilhelmsbad e Wctzlar. O Rito foi bem sucedido também na Polônia, Nápoles, Dinamarca e França, mas, não prosperou nos demais países da Europa naquela ocasião, como era esperado pelos Barões de Knigge e Ditfurth. Além dos países citados, o rito foi praticado nas Américas por Grandes Lojas e Grandes Orientes regulares.


O Rito Eclético deu origem ao Sistema Retificado também conhecido com Rito da Ordem dos Cavaleiros da Cidade Santa, fundado na França em 1784, e também ao Rito de Schroeder, além de influenciar outros sistemas maçônicos alemães e franceses.

A Fundação do Grande Capítulo da Maçonaria Eclética

Separados o filosofismo do simbolismo no sistema eclético, e definido a sua base, diversos alojamentos ecléticos continuaram a trabalhar no filosofismo, afim de estabelecer relações com os demais Autos Corpos estrangeiros. Alguns corpos foram instalados na linhagem inglesa e outros na escocesa. Um grupo de maçons de diversas lojas resolveram reorganizados os graus filosóficos compilados por Ditfurth antes da reforma, sendo selecionados dos sistemas escocês e inglês graus genuínos que mantinha os princípios da maçonaria especulativa aplicada ao crescimento e a evolução do Homem, tendo ênfase e destaque os graus de “Cavaleiros Rosa-Cruz e Kadosch”.

Um Grande Capítulo soberano e independente foi fundado e estabelecido em Frankfurt em 1783 para regular, administrar e orientar o sistema filosófico adotado no ecletismo, ficando como guardião de sua liturgia.

O Rito Eclético no Uruguai e no Brasil

O Rito Eclético no Uruguai


A Maçonaria Eclética foi introduzida no Uruguai em 1882, por Dr. Justino Jimenez de Aréchaga Moratório, quando da cisão que ocorreu no Grande Oriente do Uruguai e seu Supremo Conselho (Gran Oriente del Uruguay y su Supremo Consejo). Ele reuniu diversos maçons cientistas, filósofos e poetas liberais para estabelecer a maçonaria liberal republicana no Uruguai, e também, reformar o sistema maçônico praticado na Cisplatina e Rio da Prata por suas Lojas.

Partindo dessa necessidade, um grupo de estudiosos sob o comando e a direção do Grande Presidente do Conselho dos Ritos, Irmão Lino G. Abelino Arroyo, com os espíritos críticos e renovadores, a partir do signo do ecletismo alemão, desenvolveram um novo sistema maçônico a ser seguido pelas Lojas do Grande Oriente. Analisaram todos os ritos e rituais da maçonaria inglesa, escocesa e alemã praticados na Cisplatina e Rio da Prata, extraindo deles a essência da maçonaria tradicional, regular e moderna, reduzindo seus inúmeros graus em um único compendio maçônico. Esse no sistema absolveria os inúmeros colégios litúrgicos existentes.

Dr. Jiménez, para atender o novo sistema maçônico compilado separou da estrutura do Gran Oriente de la Masonerie del Uruguay os graus simbólicos dos graus filosóficos (conforme determinava as resoluções do Congresso de Lausanne de 1875, ou seja, uma Grande Loja ou um Grande Oriente administra os Graus Simbólicos, já os Graus Filosóficos, seriam administrados por um auto corpo denominado de Supremos ou Conselho), alterando os arts. 83, 84, 85 do Código Maçônico, promulgado e aprovado em 04 de maio de 1882.

Logo após a reestruturação do GOROU, Dr. Jimenez, com o apoio do Grande Oriente Brasileiro, constituiu um Auto Corpo para atender a Maçonaria Filosófica Uruguaia (Ritos Azuis: Adonhiramita, Moderno ou Frances, Inglês, e Eclético), denominado de SUPREMO GRANDE CAPÍTULO DA MAÇONARIA ECLÉTICA (Supremo Gran Capítulo da Masoneria Ecléctica), substituindo o antigo Colégio dos Ritos Azuis, instalado em Montevideo em 1856. Esse Auto Corpo foi instalado e consagrado em 1883 pelo Mui Poderoso Supremo Conselho para o Rito Escocês Antigo e Aceito do Grande Oriente Brasiliero. Seu primeiro presidente foi o Irmão Rufino P. Ravìa Gonzalez, sendo sucedido em 1885, pelo Irmão Lino G. Abelino Arroyo. O Rito Escocês ficou subordinado ao Mui Poderoso Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e Aceito do Grande Oriente Brasileiro, uma vez que só existia uma única loja. Inúmeras lojas ecléticas foram instalada no Uruguai, Argentina e Chile, entre 1880-1910, cada qual seguindo seu próprio sistema.

O Rito Eclético no Brasil

No Brasil, o Maçonaria Eclética e sua filosofia foi introduzida pelo Conselheiro Gaspar da Silveira Martins (Departamento de Cerro Largo, 5 de agosto de 1835 — Montevidéu, 23 de julho de 1901), no Rio Grande do Sul em 1892, quando voltou do exilio na Europa. Relata ainda a historia que foi instalado Lojas Ecléticas sobre o comando do Conselheiro Gaspar Silveira Martins, General Gumercindo Saraiva (Arroio Grande, 13 de janeiro de 1852 — Carovi , Capão do Cipó, 10 de agosto de 1894), General Aparício Saraiva da Rosa (Santa Clara de Olimar, à época pertencente ao departamento de Cerro Largo, atualmente de Treinta y Três, Uruguai - 16 de agosto de 1856 — Santana do Livramento, Brasil, 10 de setembro de 1904) e o General João Nunes da Silva Tavares (Barão de Itaqui: Herval, 24 de maio de 1818 — Bagé, 9 de janeiro de 1906), nas trincheiras dos Maragatos, Cerro Largo e Bagé, quando da Revolução Federalista, (1893-1895). Com o falecimento de Gumercindo em 1894 e com o retorno de Silveira Martins para Montevideo, o Rito Eclético teve efêmera duração no Brasil. O Rito também era conhecido no sul do país como Rito dos Iluminados ou dos Gasparistas.

A Estrutura da Maçonaria Eclética

Na sua estrutura está organizado em três Graus Simbólicos, e destes elevam-se onze graus filosóficos, compondo assim, os graus nos moldes do antigo Rito Eclético (1776-1779) divididos em seis classes distintas: Loja Simbólica ou de São João; Loja da Marca; Grande Câmara Eclética; Sublime Capítulo Eclético; Conselho Eclético de Kadosch; Soberano Concílio.

A Maçonaria Simbólica ou Maçonaria de São João

No Regime Eclético do Gran Oriente de la Masonerie del Uruguai a base principal são os Graus Simbólicos, que compreendem nos três primeiros denominados de Aprendiz, Companheiro e Mestre. Esse alicerce sustenta a hierarquia dos onze Graus da Maçonaria Filosófica Eclética. Os graus simbólicos ficam sob a administração exclusiva da Obediência Simbólica e autoridade suprema do seu Grão-Mestre.


1ª Classe - Loja Simbólica ou de São João

Grau 1 - Aprendiz Maçom

Grau 2 - Companheiro Maçom

Grau 3 - Mestre Maçom

Maçonaria Eclética Filosófica

O Supremo Grande Capítulo da Maçonaria Eclético, potência maçônica soberana, independente, regular, legal, legítima, teísta, iniciativa, progressista e evolucionista, Oficina Chefe, reguladora e orientadora dos Altos Corpos Filosóficos da liturgia do Rito Eclético, com ascendência administrativa e disciplinar sobre os Órgãos e Corpos que lhe são subordinados.


Sua estrutura filosófica compreende em loja da Marca; Grande Câmara Eclética; Sublime Capítulo Eclético; Conselho Eclético de Kadosch; Soberano Concílio, que são designados, genericamente, de Oficinas Litúrgicas dos Altos Graus Filosóficos subordinados ao Supremo Grande Capítulo da Maçonaria Eclética. Sua estrutura foi adaptada para atender simplificadamente todas as liturgias filosóficas incluídos nos cerimoniais de diversos ritos regulares do orbi terrestre.


2ª Classe – Loja da Marca

Grau 4 - Mestre da Marca


3ª Classe – Grande Câmara Eclética

Grau 5 - Mestre Secreto

Grau 6 - Cavaleiro do Real Arco de Salomão

Grau 7 - Mestre do Triangulo Perfeito


4ª Classe - Sublime Capítulo Eclético

Grau 8 - Cavaleiro da Espada

Grau 9 - Soberano Príncipe Rosa-Cruz

Grau 10 – Patriarca Noaquita


5ª Classe – Conselho Eclético de Kadosch

Grau 11 - Príncipe do Líbano

Grau 12 - Cavaleiro Escocês de Santo André

Grau 13 - Cavaleiro Kadosch de Heredon


6ª Classe – Soberano Concílio

Grau 14 – Grande Inspetor Geral


ARLS AMOR E CARIDADE Nº313

Rua Francisca Massaro Farinha, 385 - Ribeirânia, Ribeirão Preto - SP, CEP 14096-460

Sessões: Sextas-Feiras 20:00h