Tenente-Coronel, advogado, maçom republicano, revolucionário, entusiasta e antiescravocrata, Joaquim Bueno de Alvarenga Rangel foi uma importante personalidade da história política, social e maçônica do interior paulista.
Nascido em Campanha, Minas Gerais, em 1829, era filho do Coronel Antônio Bernardes Rangel e de Silvéria Maria de Alvarenga, e irmão do Capitão Bento Bernardes Rangel. Formou-se em Ciências Sociais e Jurídicas na Faculdade de Direito do Império do Brasil e, como militar, participou da Campanha do Paraguai.
Ao longo de sua vida, residiu em diversas cidades, entre elas Araraquara, São Carlos do Pinhal, Jaú, Bocaina, Ribeirão Preto, Caconde e Jaboticabal. Exerceu diferentes funções públicas, como recenseador, juiz de paz, juiz municipal, delegado e subdelegado, além de atuar como advogado. Em Jaboticabal, exerceu também as funções de delegado e promotor e participou ativamente da vida política local, sendo fundador do Partido Liberal Republicano – PLR.
Ligado às causas republicana e abolicionista, destacou-se pelo combate à escravidão e às estruturas políticas do Império. Em Jaboticabal, participou ainda da fundação da Igreja Presbiteriana, da qual foi seu primeiro reverendo.
Na Maçonaria, teve atuação igualmente relevante. Juntamente com o Professor Gouvêa Prata e outros maçons, participou da fundação da Loja Capitular Amor e Caridade e de seu Capítulo, em 01/11/1872, no Novo Oeste Paulista, Terra-Roxa. Foi também membro das Lojas Maçônicas Liberdade II, em São Carlos do Pinhal, e Cruz D'Oeste, no Oriente de Araraquara.
Contraiu núpcias com Maria Rita de Carvalho, na cidade de Caconde, com quem teve sete filhos: José Ignácio de Alvarenga; Anna Rita Bueno de Alvarenga; Theóphilo Bueno de Alvarenga (nasceu em 1868, em Jaboticabal, e faleceu em 1968, em Bocaina); Gabriella Isaltina de Alvarenga; Maria Honória Alvarenga Rangel; Francisca Bueno de Alvarenga Rangel; e Antônio Bueno de Alvarenga Rangel, conhecido como Tonicão.
Na manhã de 24 de abril de 1882, às vésperas das eleições municipais, foi assassinado em frente à delegacia de polícia, segundo os registros históricos, a mando de adversários políticos. O crime jamais foi esclarecido, e o processo acabou arquivado.
Sua trajetória, marcada pela atuação militar, jurídica, política, republicana, abolicionista e maçônica, faz de Joaquim Bueno de Alvarenga Rangel uma das personalidades que contribuíram para a formação histórica do interior paulista e para o desenvolvimento da Maçonaria na região.