O Surgimento Oficial do Rito Adonhiramita no Brasil

O SURGIMENTO OFICIAL DO RITO ADONHIRAMITA NO BRASIL



Alguns estudiosos defendem a hipótese de que as lojas “Reunião” (1801) e “Distintiva” (1812) já praticassem o Rito Adonhiramita no Brasil, influenciadas pelo intercâmbio cultural e filosófico promovido por viajantes portugueses e franceses que frequentavam a cidade do Rio de Janeiro no início do século XIX. Contudo, apesar dessas referências históricas, não existem documentos oficiais que comprovem essa prática.


A introdução oficial do Rito Adonhiramita em território brasileiro ocorreu em novembro de 1815, com a fundação da Loja Comércio e Arte, no Rio de Janeiro. Seus trabalhos, porém, foram interrompidos em 30 de março de 1818, quando o Imperador D. João VI promulgou o Alvará Régio de “Lesa-Majestade”, determinando o encerramento de todas as sociedades secretas existentes no território luso-brasileiro, independentemente de sua natureza ou denominação.

Com a mudança do cenário político, a Loja Comércio e Arte retomou suas atividades em 24 de junho de 1821. Posteriormente, em 17 de junho de 1822, seguindo o modelo organizacional adotado na Bahia, a loja foi desmembrada em três novas oficinas: “Loja Maçônica Comércio e Artes na Idade do Ouro”, “Loja Maçônica União e Tranquilidade” e “Loja Maçônica Esperança de Nictheroy”.


Dessa reorganização surgiu o segundo Grande Oriente brasileiro, denominado “Grande Oriente Brazileiro” — também conhecido como Brasílico ou Brasiliano — cuja sede foi instalada na Rua do Conde, no Rio de Janeiro, embora sua existência tenha sido relativamente breve.

Outro marco importante para a consolidação do Rito Adonhiramita no Brasil ocorreu em 1833, com a tradução dos primeiros rituais impressos no país, baseados na obra Compilação Preciosa da Maçonaria Adonhiramita. A publicação recebeu homologação e autorização oficial em 1836, sendo sua primeira edição impressa pela Typographia Astral, localizada no Beco dos Quartéis, nº 21, na cidade do Rio de Janeiro.


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