Duque de Astorgas, comerciante, republicano, inovador, capitalista e um maçom amante do Brasil.
André Maria Ferreira Villa-Lobos nasceu em Moura, Portugal, em 1859. Era filho do Duque André Maria Ferreira e de Maria do Rosário Gomes Pires de Villalobos.
Oficial da Ordem Militar Portuguesa da Torre e Espada, possuía o título de Duque de Astorgas, herdado de seu pai. Viveu nos distritos de Évora, Moura, Noudar e Barrancos. Seu pai exerceu as funções de procurador, escrivão, delegado e subdelegado das vilas de Barrancos, Noudar e Moura.
Contraiu primeiras núpcias com Zeferina Rosa Gonzaga, com quem teve uma filha, Virgínia Ferreira Villa-Lobos Ferros. Em segundas núpcias, casou-se com Adelaide Pires Liberal, com quem teve os filhos Antônio Pires Ferreira Villa-Lobos, Alice Pires Ferreira Villa-Lobos, José Ferreira Villa-Lobos, Hortência Ferreira Villa-Lobos, Alcebíades Ferreira Villa-Lobos e Viriato Ferreira Villa-Lobos.
Homem de personalidade marcante, amante da arte e da cultura e entusiasta dos esportes, desenvolveu diversas atividades durante sua permanência em Ribeirão Preto.
Em 10 de outubro de 1911, participou da fundação do Commercial Football Club, atual Comercial Futebol Clube, ao lado de outros comerciantes locais. Também esteve ligado à criação da Sociedade Recreativa e de Esportes.
Foi proprietário do solar localizado na Chácara Villa-Lobos, conhecido como “O Casarão do Caramuru”, imóvel de importância histórica para Ribeirão Preto e posteriormente tombado. Atualmente, encontra-se em estado de ruínas.
André Maria Ferreira Villa-Lobos foi iniciado na Maçonaria em 1877, na Vila de Évora, Portugal.
Em 1884, filiou-se à Augusta e Respeitável Loja Simbólica Amor e Caridade, em Ribeirão Preto, passando a integrar a história da Loja e da Maçonaria local.
Sua trajetória maçônica está inserida no período de consolidação da Maçonaria em Ribeirão Preto, participando da vida social e institucional da cidade.
Em 8 de março de 1901, André Maria Ferreira Villa-Lobos naturalizou-se brasileiro, conforme registros publicados na imprensa da época. O ato foi noticiado pelo jornal O Paiz, Ano 1901, Edição nº 05997, página 2, e por A Imprensa, Ano 1901, Edição nº 00888, página 2. A naturalização também consta de publicação nos Relatórios do Ministério da Justiça, Ano 1902, Edição nº 00001.
Em 1920, retornou à sua terra natal, Portugal, onde faleceu.
A trajetória de André Maria Ferreira Villa-Lobos reúne elementos importantes da história de Ribeirão Preto: a imigração, a atividade comercial, o desenvolvimento do esporte, a participação na vida social da cidade e, especialmente, sua atuação na Maçonaria, como membro da Loja Amor e Caridade.