“O Templo não é feito de pedras mortas ou decorações externas. O verdadeiro Templo é o coração humano purificado, pulsando no mesmo ritmo e na mesma harmonia do próprio Cosmos.”
Quando se fala no Templo Adonhiramita, a verdadeira compreensão não reside nas paredes físicas ou no mobiliário que o ornamenta, mas sim na sua natureza invisível, interior e universal. O Rito Adonhiramita, guardião de uma mística profunda e de uma teurgia sutil, enxerga a Oficina não como um simples recinto de reuniões, mas como um portal de reconexão entre o ser humano e o Infinito.
Entrar em Templo sob a tradição Adonhiramita é uma jornada de retorno ao centro do próprio ser — um convite para que o coração do homem volte a bater em consonância com o Grande Arquiteto do Universo.
Abaixo, detalhamos a estrutura, a decoração e as peculiaridades que definem a arquitetura interna de um Templo Adonhiramita.
Na tradição Adonhiramita, a primeira e mais sagrada edificação ocorre no interior do próprio Maçom. Antes de qualquer pedra ser assentada no mundo exterior, é no coração humano que a verdadeira obra iniciática se realiza.
Existe uma profunda correspondência entre o espaço sagrado e a ordem do Universo. O Templo Adonhiramita é desenhado como uma imagem viva do Cosmos (Microcosmo que reflete o Macrocosmo):
A mística Adonhiramita nos ensina que o ser humano não está separado da Natureza nem do Criador. O Templo é o espaço onde essa ilusão de separação se desfaz.
Ao cruzar o limiar da Oficina, o indivíduo despe-se dos títulos, das vaidades e das ilusões profanas para se reconhecer como uma partícula consciente do Grande Todo:
Ao final dos trabalhos, o Templo físico se fecha, mas o Templo Espiritual permanece aberto no coração do obreiro.
A verdadeira prova da liturgia Adonhiramita não ocorre sob a abóbada estrelada da Loja, mas no dia a dia da vida humana. O Maçom que vivenciou a mística adonhiramita torna-se, ele próprio, um Templo itinerante — levando a luz da compaixão, a firmeza da justiça e a paz do Universo para onde quer que caminhe.
O Templo Adonhiramita é, em última análise, um santuário da alma e um espelho do Cosmos. Mais do que um lugar para se estar, é um estado de consciência para se habitar. Nesses sagrados domínios, a alma humana se eleva, o coração se purifica e o homem descobre que a maior de todas as construções é a sua própria ligação com a Eternidade.
Por: Pe. Manoel Gomes de Figueiredo