Voltar para Newsletter 24 de October de 2026

O QUE É O RITO ADONHIRAMITA

O QUE É O RITO ADONHIRAMITA

O QUE É O RITO ADONHIRAMITA?

 

 

Origem, história, simbolismo e tradição maçônica

 

O Rito Adonhiramita é uma tradição maçônica desenvolvida no contexto da Maçonaria francesa do século XVIII, período marcado pela publicação de catecismos, pela circulação de exposições ritualísticas e pela organização de diferentes sistemas de graus. Sua identidade está associada à figura de Adonhiram, personagem que ocupa posição de destaque na tradição maçônica relacionada à construção do Templo de Salomão.

 

Para compreender sua história, é necessário examinar as obras que registraram seus ensinamentos, seus rituais e suas particularidades simbólicas. Entre essas fontes, destaca-se o Recueil Précieux de la Maçonnerie Adonhiramite, atribuído a Louis Guillemain de Saint-Victor, uma coletânea que reúne instruções dos graus simbólicos, cerimônias, explicações dos emblemas e ensinamentos relativos aos altos graus.

 

A investigação histórica, entretanto, conduz a publicações anteriores e a outros personagens importantes da literatura maçônica francesa. Entre eles estão Louis Antoine Travenol, conhecido como Gabanon, cujos textos de 1740 constituem uma referência para o estudo dos antecedentes dos graus simbólicos, e Jean-Baptiste Thomas Pirlet e Théodore-Henri de Tschoudy, associados à história e às reformas ritualísticas dos sistemas de altos graus.

 

O estudo dessas fontes permite compreender o Rito Adonhiramita não apenas como um conjunto de cerimônias, mas como uma tradição histórica, ritualística e filosófica cuja formação deve ser investigada por meio dos documentos que chegaram até nós.

 

O Recueil Précieux de la Maçonnerie Adonhiramite

 

O Recueil Précieux de la Maçonnerie Adonhiramite, atribuído a Louis Guillemain de Saint-Victor, constitui uma das principais obras de referência para o estudo histórico do rito.

Organizada em três volumes, a coletânea apresenta um panorama abrangente das práticas maçônicas contempladas por seu autor, reunindo os três graus simbólicos, instruções para os trabalhos em Loja, graus superiores e reflexões sobre a Maçonaria de Adoção.

 

A obra também registra interpretações específicas de palavras, símbolos e procedimentos ritualísticos, permitindo observar como seu autor procurava estabelecer uma compreensão coerente dos ensinamentos maçônicos e distinguir determinadas práticas daquelas adotadas por outros sistemas.

 

A história editorial da coletânea merece atenção. Diferentes referências bibliográficas apontam 1781 ou 1787 como possíveis datas da primeira edição. A determinação definitiva dessa data exige a consulta aos exemplares históricos e aos respectivos registros bibliográficos, considerando as diferenças entre edições e reimpressões.

 

Mais do que uma simples reunião de cerimônias, o Recueil Précieux constitui um testemunho da literatura maçônica francesa do século XVIII, permitindo investigar como os ensinamentos eram organizados, explicados e transmitidos naquele período.

 

Primeiro volume — Os três graus simbólicos

 

O primeiro volume contém os catecismos dos três primeiros graus da Maçonaria: Aprendiz, Companheiro e Mestre.

 

Reúne também as cerimônias de abertura e encerramento das diferentes Lojas, instruções relativas à mesa, brindes maçônicos gerais e particulares e os deveres dos principais oficiais responsáveis pela condução dos trabalhos.

 

A coletânea é enriquecida por numerosas perguntas e respostas simbólicas, explicações dos emblemas e notas destinadas a esclarecer aspectos considerados curiosos e úteis pelo autor.

 

Essa estrutura evidencia a importância atribuída à instrução ritualística e ao estudo dos símbolos. O catecismo não é apresentado apenas como um conjunto de respostas a serem memorizadas, mas como um instrumento de transmissão dos conhecimentos maçônicos, destinado a orientar o iniciado na compreensão dos ensinamentos associados a cada grau.

 

É nesse contexto que surge uma questão histórica particularmente interessante: a relação entre os graus simbólicos registrados por Saint-Victor e as publicações maçônicas anteriores, especialmente os textos associados a Louis Antoine Travenol, conhecido como Gabanon.

 

Louis Antoine Travenol, o Gabanon, e os antecedentes dos graus simbólicos

 

Muito antes da publicação do Recueil Précieux, a Maçonaria francesa já produzia obras destinadas a registrar e expor seus ensinamentos ritualísticos.

 

Entre seus autores encontra-se Louis Antoine Travenol, conhecido pelo nome de Gabanon, associado à publicação do Catéchisme des Francs-Maçons, em 1740.

 

Essa publicação constitui uma referência importante para o estudo da literatura maçônica francesa anterior à coletânea de Saint-Victor. Seus diálogos e explicações permitem investigar a linguagem ritualística, os procedimentos de instrução e os elementos simbólicos presentes na Maçonaria daquele período.

 

A relação entre os textos de Travenol e os graus simbólicos apresentados no Recueil Précieux de la Maçonnerie Adonhiramite merece atenção especial. A comparação das duas fontes permite investigar possíveis continuidades, adaptações e diferenças na organização dos catecismos e na apresentação dos ensinamentos.

 

Como os rituais associados a Travenol, publicados em 1740, se relacionam com os graus simbólicos apresentados posteriormente por Saint-Victor? 

Quais elementos foram preservados, quais sofreram modificações e quais particularidades distinguem cada publicação?

 

Essas perguntas abrem um campo de pesquisa relevante para a história do Rito Adonhiramita. A anterioridade da obra de Travenol oferece um ponto de partida para a investigação, enquanto a demonstração de uma dependência textual direta exige a comparação das passagens correspondentes nas edições históricas.

 

O interesse dessa pesquisa está em compreender como os ensinamentos maçônicos foram registrados, transmitidos e reorganizados ao longo do século XVIII, contribuindo para a formação das diferentes tradições ritualísticas.

 

Segundo volume — Os altos graus

 

O segundo volume do Recueil Précieux apresenta uma série de graus superiores, incluindo os Três Eleitos, os três pontos da Maçonaria Escocesa, o Cavaleiro do Oriente, o verdadeiro Rosa-Cruz e o Noaquita, também denominado Cavaleiro Prussiano.

 

O volume inclui ainda uma síntese histórica relativa ao grau de Noaquita e registra a utilização de fontes provenientes de outras tradições europeias, como demonstra a referência à tradução do alemão.

 

Essa composição permite observar a diversidade de sistemas que circulavam no universo maçônico do século XVIII. Diferentes graus procuravam aprofundar os ensinamentos simbólicos e filosóficos apresentados nos primeiros graus, acrescentando novas alegorias, narrativas e interpretações.

 

A presença desses conteúdos no Recueil Précieux constitui uma fonte importante para o estudo da maneira como Saint-Victor organizou e apresentou diferentes tradições maçônicas em uma coletânea associada ao Rito Adonhiramita.

 

Jean-Baptiste Thomas Pirlet e Théodore-Henri de Tschoudy: reformas dos altos graus

 

A história dos altos graus maçônicos franceses também passa pela atuação de Jean-Baptiste Thomas Pirlet e do Barão Théodore-Henri de Tschoudy, personagens associados à reorganização de estruturas ritualísticas no século XVIII.

 

Pirlet esteve ligado à história do Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente e à organização do Conselho dos Cavaleiros do Oriente. No contexto dessas transformações, Tschoudy participou dos trabalhos de revisão e reforma dos rituais, contribuindo para o desenvolvimento da literatura maçônica dedicada aos altos graus.

 

Essa colaboração integra um capítulo significativo da história dos sistemas maçônicos franceses, marcado pela reorganização de corpos ritualísticos, pela elaboração de instruções e pela circulação de diferentes interpretações simbólicas.

 

Entre as obras de Tschoudy destaca-se L'Étoile Flamboyante, referência para o estudo de suas concepções maçônicas e filosóficas. Seus escritos ajudam a compreender o ambiente intelectual em que os altos graus eram discutidos, organizados e transmitidos.

 

A consideração desses personagens amplia a perspectiva histórica sobre o Recueil Précieux. Ao lado das publicações anteriores relacionadas aos graus simbólicos, a literatura dedicada aos altos graus permite investigar as relações entre diferentes sistemas que coexistiam na Maçonaria francesa do século XVIII.

 

A comparação das obras de Tschoudy com os graus superiores registrados por Saint-Victor pode revelar aproximações temáticas, correspondências ritualísticas e diferenças de interpretação. Para determinar se um ritual específico foi diretamente utilizado na composição de outro, contudo, é necessário examinar os textos originais e identificar evidências documentais dessa relação.

 

O estudo de Pirlet e Tschoudy, portanto, não constitui apenas uma referência biográfica: oferece uma perspectiva sobre os processos históricos de reorganização e desenvolvimento dos altos graus maçônicos.

 

Terceiro volume — A Maçonaria de Adoção

 

O terceiro volume é dedicado à Vraie Maçonnerie d'Adoption, ou Verdadeira Maçonaria de Adoção.

 

O conteúdo é precedido por reflexões sobre as Lojas consideradas irregulares e sobre a sociedade civil, acompanhadas de notas críticas e filosóficas. A obra termina com cânticos maçônicos.

 

Essa parte da coletânea documenta práticas e reflexões que integravam o universo maçônico francês da época. Sua análise permite ampliar a compreensão histórica da Maçonaria para além dos catecismos dos três primeiros graus e dos sistemas de altos graus.

 

A Maçonaria de Adoção deve ser estudada em seu próprio contexto histórico, considerando as práticas sociais e institucionais do século XVIII, sem confundi-las automaticamente com as formas de organização maçônica desenvolvidas em períodos posteriores.

 

A presença desse tema no Recueil Précieux demonstra a amplitude dos assuntos reunidos na obra e seu valor como testemunho da diversidade de práticas e concepções existentes na Maçonaria francesa.

 

Jakin e Booz: a interpretação das colunas

 

Entre as passagens mais expressivas do Recueil Précieux encontram-se as explicações relativas às palavras associadas às duas colunas do Templo: Jakin e Booz.

 

Na interpretação apresentada por Saint-Victor, a coluna J corresponde à sabedoria, enquanto a coluna B corresponde à força.

 

O autor critica as Lojas que, segundo ele, atribuíam significados invertidos às palavras dos graus de Aprendiz e Companheiro. Para sustentar sua posição, apresenta um argumento baseado na relação entre concepção e execução: a sabedoria procura conceber e orientar a obra, enquanto a força é necessária para sustentá-la e realizá-la. Saint-Victor também invoca as interpretações dos nomes bíblicos para fundamentar sua argumentação.

 

Essa passagem merece atenção porque revela a preocupação do autor com a coerência interna do sistema simbólico e com a preservação daquilo que considerava a correta transmissão dos ensinamentos maçônicos.

 

É necessário observar, entretanto, que essa correspondência deve ser apresentada como a interpretação defendida na obra, e não como uma convenção universalmente adotada por todas as tradições maçônicas em todos os períodos.

 

O episódio demonstra que os rituais e seus significados também eram objeto de discussão entre os autores maçônicos do século XVIII.

 

As colunas não representam apenas elementos arquitetônicos. Em sua leitura simbólica, expressam princípios complementares: a sabedoria que orienta e a força que sustenta a realização da obra.

 

A palavra Sublime: tradição, linguagem e transmissão ritualística

 

Outra passagem significativa do Recueil Précieux trata da palavra de passagem do grau de Mestre, apresentada como SUBLIME.

 

Saint-Victor critica a utilização de formas que considera incorretas, como JIBLIME e GIBLOS, questionando as explicações atribuídas a essas variantes.

 

Segundo a narrativa apresentada na coletânea, a forma SUBLIME estaria relacionada ao termo latino SUBLIMIS, cuja utilização teria sido adaptada à pronúncia francesa.

 

O autor procura explicar como a transmissão imperfeita de uma palavra e as interpretações posteriores poderiam ter produzido formas divergentes, às quais teriam sido atribuídos significados que ele considerava pouco convincentes.

 

Esse episódio revela uma preocupação importante na literatura maçônica do período: a tentativa de preservar palavras, fórmulas e interpretações consideradas legítimas pelo autor.

 

Ao mesmo tempo, a passagem deve ser lida criticamente. As explicações etimológicas de Saint-Victor constituem um testemunho de sua interpretação histórica, mas sua confirmação depende da análise de outras fontes e da investigação linguística correspondente.

 

O valor documental do trecho permanece significativo porque permite compreender como um autor maçônico do século XVIII defendia suas concepções ritualísticas e procurava distinguir aquilo que considerava tradição legítima de possíveis erros de transmissão.

 

O Rito Adonhiramita e a Maçonaria francesa do século XVIII

 

O Rito Adonhiramita desenvolveu-se em um ambiente marcado pela publicação de catecismos, pela circulação de exposições ritualísticas e pela multiplicação de sistemas de altos graus.

 

O Recueil Précieux dialoga com essa realidade e é apresentado em sua tradição bibliográfica como uma coletânea inspirada, entre outras fontes, na obra Les Plus Secrets Mystères des Hauts Grades de la Maçonnerie Dévoilés, de M. de Bérage, publicada em 1766.

 

Sua proximidade com o Rito Francês também é relevante. Embora os dois sistemas compartilhem aspectos do ambiente ritualístico francês, a coletânea de Saint-Victor procura explicitar posições particulares sobre determinados pontos que o autor considerava diferentes das práticas de outras tradições maçônicas.

 

Essa proximidade não deve ser confundida com identidade. O estudo comparativo permite reconhecer tanto os elementos compartilhados quanto as particularidades que distinguem os diferentes sistemas.

 

A análise das publicações de Travenol, Saint-Victor, Tschoudy e outros autores do período ajuda a compreender que a Maçonaria do século XVIII não constituía um sistema ritualístico inteiramente uniforme. Era um universo dinâmico, no qual diferentes autores e Lojas registravam, transmitiam, reformulavam e interpretavam seus ensinamentos.

 

As relações entre esses documentos constituem um campo de investigação histórica que permite examinar a circulação das ideias maçônicas e a formação de tradições ritualísticas distintas.

 

Adonhiram e a identidade do rito

 

O nome Adonhiram constitui um elemento central da identidade histórica e simbólica do Rito Adonhiramita.

 

Na tradição bíblica, Adonhiram aparece associado a responsabilidades administrativas e a trabalhos relacionados ao reino de Salomão. Na tradição maçônica, sua figura assume significados próprios, ligados à narrativa simbólica da construção do Templo e aos ensinamentos transmitidos no grau de Mestre.

 

É importante distinguir as referências bíblicas das interpretações desenvolvidas posteriormente pela tradição maçônica. As narrativas ritualísticas não devem ser tomadas automaticamente como relatos históricos literais: pertencem a um universo simbólico no qual personagens e acontecimentos são empregados para transmitir ensinamentos morais e filosóficos.

 

A referência a Adonhiram confere ao rito uma identidade particular dentro da diversidade das tradições maçônicas.

 

Para compreender essa identidade, é necessário examinar os documentos históricos e os catecismos que registram seus ensinamentos, evitando confundir tradições distintas ou atribuir aos autores afirmações que não estejam demonstradas em suas obras.

 

O simbolismo como instrumento de aperfeiçoamento moral

 

A compreensão do Rito Adonhiramita não se esgota na descrição dos graus ou na reprodução das cerimônias. É necessário considerar a finalidade educativa atribuída aos símbolos e às instruções maçônicas.

 

As ferramentas da construção, as colunas, as palavras, os emblemas e as alegorias formam uma linguagem destinada a estimular a reflexão sobre a conduta humana.

O Templo pode ser compreendido, nessa perspectiva, como uma representação simbólica do trabalho interior: o esforço contínuo de aperfeiçoar o caráter, ordenar as próprias ações e cultivar virtudes.

 

A sabedoria orienta; a força permite realizar; a disciplina dá continuidade ao trabalho.

Essa leitura moral encontra correspondência na preocupação demonstrada pelo Recueil Précieux em apresentar os símbolos de maneira coerente e em transmitir instruções que auxiliem a compreensão dos graus.

 

O estudo ritualístico, portanto, não deve ser reduzido à memorização de palavras ou à observância exterior das cerimônias. Ele ganha sentido quando conduz à reflexão, à responsabilidade individual e ao compromisso com os princípios éticos que a tradição maçônica procura cultivar.

 

O valor histórico e documental das fontes adonhiramitas

 

O estudo do Rito Adonhiramita exige atenção às fontes que registraram sua formação e seu desenvolvimento.

 

O Catéchisme des Francs-Maçons, associado a Louis Antoine Travenol e publicado em 1740, constitui um testemunho anterior ao Recueil Précieux. As obras de Théodore-Henri de Tschoudy e os registros relativos à atuação de Jean-Baptiste Thomas Pirlet oferecem referências para o estudo da literatura maçônica francesa e da reorganização dos altos graus.

 

A coletânea atribuída a Louis Guillemain de Saint-Victor, por sua vez, reúne instruções dos graus simbólicos, graus superiores, explicações dos emblemas e reflexões sobre diferentes práticas maçônicas.

 

A análise comparativa dessas obras permite investigar a evolução da linguagem ritualística, a transmissão dos catecismos e as particularidades das interpretações simbólicas.

 

Para que essa pesquisa alcance resultados historicamente sólidos, é necessário considerar as edições consultadas, a datação dos exemplares, as diferenças entre os textos e o contexto em que foram publicados.

 

Uma fonte histórica pode comprovar o que determinado autor escreveu e quais posições defendeu. Já a demonstração de influência direta entre duas obras exige evidências adicionais, como correspondências textuais, estruturas compartilhadas e outros indícios documentais.

 

Essa distinção não diminui a importância das fontes. Pelo contrário, fortalece a pesquisa e permite compreender com maior precisão a história da tradição adonhiramita.

 

O Recueil Précieux permanece especialmente relevante por reunir instruções, interpretações e controvérsias que revelam a riqueza do pensamento maçônico francês do século XVIII.

 

Conclusão — Conhecer o rito é investigar suas fontes

 

O Rito Adonhiramita representa uma das expressões históricas da diversidade da Maçonaria desenvolvida na Europa do século XVIII.

 

Sua tradição pode ser estudada por meio de obras como o Recueil Précieux de la Maçonnerie Adonhiramite, atribuído a Louis Guillemain de Saint-Victor, e pela investigação de publicações anteriores, entre as quais se destaca o Catéchisme des Francs-Maçons, associado a Louis Antoine Travenol, o Gabanon.

 

A história dos altos graus também conduz à atuação de Jean-Baptiste Thomas Pirlet e Théodore-Henri de Tschoudy, cujas atividades e escritos integram o contexto de reorganização ritualística da Maçonaria francesa.

 

O estudo conjunto dessas fontes permite formular questões relevantes sobre a formação dos graus simbólicos, o desenvolvimento dos altos graus e as particularidades da tradição adonhiramita.

 

Mais do que apresentar uma sequência de cerimônias, esses documentos registram os esforços de autores maçônicos para organizar, explicar, reformar e transmitir os ensinamentos de suas tradições.

 

Conhecer o Rito Adonhiramita é estudar seus símbolos, compreender sua tradição e investigar os documentos que testemunham sua história. É por meio da preservação das fontes, da leitura crítica e da comparação dos textos que se torna possível transmitir esse legado às gerações futuras, com respeito à história e compromisso com o conhecimento.

 

Fundada em 1º de novembro de 1872, a Augusta e Respeitável Loja Simbólica Amor e Caridade nº 313 representa uma importante referência histórica da Maçonaria em Ribeirão Preto, cuja trajetória convida à reflexão sobre fraternidade, tradição e aperfeiçoamento humano.

 

A Augusta e Respeitável Loja Simbólica Amor e Caridade nº 313 é a Loja Maçônica mais antiga de Ribeirão Preto e a mais antiga instituição civil do município e do interior paulista, com mais de 150 anos de atividades.

 

Por: Pe. Manoel Gomes de Figueiredo

 

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