RODRIGO PEREIRA BARRETO

DR. RODRIGO PEREIRA BARRETO




Advogado abolicionista e empreendedor. Nasceu em 28 de dezembro de 1835, na fazenda Monte Alegre, na Vila de Vargem Grande, Resende. Filho de Comendador Fabiano Pereira Barreto e D. Francisca de Salles Pereira Barreto. Logrou-se em Direito pela Faculdade do Largo de São Francisco em 1862, em São Paulo, instalando no ano seguinte um escritório de advocacia em Resende, sito a Rua do Ouvidor, 06. Militou na política como vereador, chegando a ocupar a presidência da Câmara Municipal de Resende (legislatura 1865-1876). Presidiu inteiramente a Câmara Municipal de Resende em 1871. Foi Santa Casa de Misericórdia de Resende. Após adquirir em 1873, a fazenda Santa Maria (mudando o nome para Fazenda El Dourado) transferiu sua residência em novembro de 1876, para a Vila de Ribeirão Preto, acompanhado de sua esposa e filhos. Investindo na lavoura de café, em poucos anos tornou-se um importante produtor, voltando as atividades política local, sendo eleito suplente e vereador nas legislaturas 1887-1889. Meses depois, assume como vereador, em 03 de agosto entra para a história ao propor a criação de um “Livro de Redenção”, grandiosa obra da libertação dos escravos do município. Fundou em Ribeirão Preto no dia 25 de setembro de 1884, o Club da Imigração, Lavoura e Comercio, sendo nomeado seu presidente, tendo como seu vice-presidente, o Dr. Henrique Dumont. Do primeiro matrimonio com D. Amélia Leitão Peixoto teve os seguintes filhos: Coriolano Pereira Barretto; Clovis Pereira Barretto; Fabio Pereira Barretto; Amélia Pereira Barretto e Estephania Pereira Barreto. Divorciado, contrai segundas núpcias com Profª. Leopoldina Adelina Leite teve dois filhos: Ceci Barretto Knipping; Jacy Pereira Barreto; Hortência Pereira Barreto; Lavínia Pereira Barretto Dellape; Dário Pereira Barreto; Sarah Pereira Barreto e Rodrigo Pereira Barreto Neto. De acordo com alguns autores, Rodrigo Barreto sofreu perseguições dos escravocratas por causa de seu empenho e dedicação na libertação dos escravos do município, sendo ameaçado de morte, mudou-se de Ribeirão Preto com sua família para São Paulo. Vendeu em 1889 sua chácara e a fazenda El Dourado para Martinho Prado. Vendeu também seu quinhão de terras na denominadas Ribeirão Preto abaixo para João Pereira Ramos. Em São Paulo adquiriu as fazenda "Carmo" no distrito de Itaquera sítio Caguassú, São Miguel e Lajeado. Fixou sua residência na Rua do Braz, 210, São Paulo. Assim que se estabeleceu em São Paulo fundou a Companhia Leiteria Paulista em 29 de novem de 1890 (Diário do Commercio, Ano 1891\Edição), tendo sua sede administrativa na Rua do Rosário, 05, na então freguesia da Sé. Em seguida, montou Companhia Construtora de Casas para Proletariado, sendo seu presidente. Sua esposa e filas foram responsáveis pela fundação da primeira escola mista do bairro de Itaquera em 1900. Passou a dedicar-se a criação de gado e cavalo manga larga, além e produção de café. Em 1905, adquiriu parte de uma fazenda denominada Cervo, localizada na cidade de Assis. Como empreendedor foi fundador e co-fundador das companhias Empresa Construtora de Casas para o Proletariado, Companhia Mercantil de Obras Públicas, Companhia Paulista de Vias Férreas e Fluviais, a Companhia Leves Paulista e a Companhia Leiteria Paulista. Dr. Rodrigo Pereira Barreto faleceu na cidade de Guaratinguetá aos 26 de maio de 1910, onde fazia um tratamento (O Paiz: Ano 1911\Edição 09731). Seu nome foi dado a logradouros públicos na Capital de São Paulo.