ALEXANDRE BRODOWSKI

DR. ALEKSANDER BRODOWSKI






Engenheiro, maçom republicano, amante da arte e da literatura. Nasceu no dia 7 de janeiro de 1856, no distrito de Sroda, província de Poznan, Polônia. Filho de Charles Gregor Brodowski e D. Angelika Gregor Brodowski. Formado em 1877, no curso preliminar da Escola Politécnica de Zurique, Suíça, tendo como companheiro de turma, o Dr. Antônio de Queiróz Telles, cujo pai, era o Barão de Parnaíba (fundador e primeiro presidente da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro), imigrando para o Brasil no ano seguinte juntamente com seu Irmão, o Engenheiro Carlos Brodowski, se estabelecendo a principio, na cidade de São Paulo. Em 1878, conseguiu um emprego na cidade de Santos, na Companhia São Paulo Railway. Em 1880, ingressou como engenheiro auxiliar na Companhia Morgiana de Estrada de Ferro, demonstrando, desde logo, grande capacidade no trato da profissão, quando a ferrovia ainda se achava às voltas com o prolongamento de Casa Branca a Ribeirão Preto (Estação inaugurada em 23/11/1883). Nomeado oficialmente para o cargo de inspetor-chefe do da Linha Rio Grande e Ramal de Caldas-Ribeirão Preto pela Cia Mogiana em 1886, conforme noticiado no jornal Diário de Pernambuco, Ano 1886\Edição 00235 e Almanach Província de São Paulo, Ano 1887\Edição 00005. Foi ele, o encarregado da exploração e construção do trecho de Cravinhos e do ramal que chegaria em Poços de Caldas. O trecho da Serra de Caldas constitui o mais notável trabalho realizado por Brodowski, quanto ao traçado, às obras de arte e solidez do empreendimento. Em 1887, era guindado ao posto de inspetor das linhas de Ribeirão Preto, Jaguara e ramal de Caldas. Em 1890, quando a ferrovia determinou a unificação da administração do tráfego, passou a ser Inspetor Geral, alcançando posição do maior relevo funcional, pois acima dele, na hierarquia administrativa da empresa, havia somente a diretoria. Em Ribeirão Preto foi vereador da Câmara Municipal na legislatura de 1890-1892, ao lado de outros maçons executou um brilhante trabalho em prol do município. Na passagem pela câmara, preocupou-se com o paisagismo de Ribeirão Preto, com a participação de seu sogro, Visconde de Parnaíba, plantou na cidade várias figueiras. Conforme conta no jornal Correio Paulistano, Ano 1890\Edição 10279, pediu exoneração do cargo de Conselheiro da Intendência de Ribeirão Preto em 09 de dezembro de 1890. Foi iniciado na maçonaria em maio de 1883, na Loja Capitular Amor e Caridade, quando teve como indicante, o maçom Dr. Augusto Ribeiro de Loyola, conforme consta em seuss livros de atas. Em 1896, precisamente a 14 de abril, solicitou desligamento da Companhia Mogiana. A diretoria atendeu a solicitação, nestes termos: "Por pedido instante do Dr. Alexandre Brodowski teve de ser atendida sua dispensa do cargo de Inspetor Geral, em cujo exercício sempre revelou o inteligente profissional, zelo e competência, por modo a incutir vantajosa direção na esfera das suas múltiplas atribuições. É sobremodo agradável a diretoria aqui consignar sua gratidão para com ex-funcionário que tão eficazmente a auxiliou no desdobramento de sua árdua tarefa". Uma vez desligado da ferrovia, transferiu residência de Campinas para São Paulo. Em 2 de outubro de 1896, passou a participar do corpo docente da Escola Politécnica da Capital, na qualidade de docente substituto. Em15 de outubro de 1898, (dois anos depois), por indicação da Congregação da Escola, era nomeado pelo Governo do Estado, docente catedrático efetivo das cadeiras de "Estradas, Pontes e Viadutos" e "Estradas de Ferro". Revelou-se, em suas novas atividades, mestre de impecável desempenho e assiduidade rigorosa. Não faltou a nenhuma das aulas no período de 1896 - 1897. Porém, em 1898, Dr. Brodowski, licenciou-se afim de tratar da insidiosa moléstia que o consumia na Suíça. Em 12 de julho de 1892, conforme conta no jornal Correio paulistano, Ano 1892\Edição 10734, contraiu núpcias com D. Zenaide de Queiroz Telles, na Catedral de São Paulo.Conforme publicado no jornal Correio Paulistano, Ano 1899\Edição 12996 e Ano 1899\Edição 12998, em 19 de novembro de 1899, aos 43 anos de idade, faleceu vítima de tuberculose na em Davos-Dorf, Suíça, não deixando filhos. Entretanto, ele não foi enterrado naquele país, sua esposa com a participação do governo brasileiro, decidiu enterrá-lo na cidade pela qual ele era mais merecido, "São Paulo". Seus restos mortais foram sepultados, conforme consta do livro nº 22, do Cemitério da Consolação que: "AOS 3 DIAS DO MÊS DE DEZEMBRO DE 1899, SEPULTOU-SE NA QUADRA GERAL 9, SEPULTURA 5, O CADÁVER DE ALEXANDRE BRODOWSKI, COM 43 ANOS" e noticiado no jornal Gazeta de Noticias, Ano 1899\Edição 00336. Conforme notas dos historiadores, seu tumulo está rodeado de ciprestes no citado cemitério, único mausoléu sombrio que com a passagem do tempo ainda consta a seguinte inscrição gravada: REPOUSA: "ALEKSANDER BRODOWSKI E SUA ESPOSA ZENAIDA DE QUEIROS TELLES BRODOWSKI". Em 2016, conforme consta PL nº 065/2016 e confirmado pelo Irmão Nelson L. Borges, a Prefeitura Municipal de Brodowski conseguiu autorização de translado de seus restos mortais e de sua esposa, D. Zenaide, para o município sepultando-os no Cemitério Municipal. Seu nome foi dado a cidade de Brodowski e a vários logradouros públicos em várias cidades de São Paulo e principalmente em Ribeirão Preto em homenagem aos bons serviços prestados a pátria e a ordem.