AUGUSTO RIBEIRO DE LOYOLLA

DR. AUGUSTO RIBEIRO DE LOYOLLA





Advogado e professor, um maçom republicano, entusiasta, amante da arte e da natureza. Nasceu na cidade de Caldas, MG, filho do Desembargador José Bernardo de Loyalla e D. Anna Augusto Ribeiro. Logrou-se em línguas e letras em 1857 no Colégio Atheneu Paulistano conforme noticiado no Jornal Correio Paulista, Ano 1857\Edição 00533. Bacharelou em direito na Faculdade de Direito de São Paulo em 1865. Contraiu núpcias com D. Valentina Soares Loyolla e com ela teve vários filhos, destacando entre eles: D. Cesarina Loyolla (D. Cesarina contraiu nupcias com o Dr. Francisco de Assis Barros Penteado em outubro de 1887 na cidade de Campinas); D. Augusta Loyolla; Dr. Augusto Ribeiro Loyolla Júnior (Dr. Loyolla Junior também foi maçom, membro da Loja Maçônica Estrella D´Oeste). Na vida pública foi juiz de paz e de direito, recenseador e administrador em Ribeirão Preto, Casa Branca e São Simão. Dr. Loyolla, orador que se destacava por sua eloquência na tribuna do júri, tendo exercido o cargo de juiz municipal em Casa Branca, onde advogou e manteve um colégio e um periódico Local de denominado EFEMÉRIDES LOCAIS, antes de se mudar para as cidades de Campinas e Ribeirão Preto. Quando deixou o cargo de juiz de direito após a nova república, atuou como advogado e político em Ribeirão Preto e região. Em 1902, foi eleito vereador nas legislaturas 1902-1904, 1905-1908, chegando a ocupar o posto de prefeito interino no ano de 1906. Em uma época que pouco se falava em meio ambiente e antes do surgimento da palavra ecologia, Dr. Loyolla se diferenciava dos demais moradores locais por causa de sua paixão pela natureza. Essa paixão era tal que em sua chácara implantou um pequeno jardim. A área ajardinada, com canteiros de flores, bancos, árvores frondosas, se tornou o local preferido para o passeio dominical das famílias tiberenses. Em 1895, juntamente com o Coronel Virgílio da Fonseca Nogueira, Luiz Pereira Barreto, Flávio de Mendonça Uchôa e outros, capitaneado pelo Coronel Schmidt, idealizaram a construção do Teatro Carlos Gomes inaugurado em 1897. Participou da construção do jardim da Praça XV de Novembro. Dr. Loyola assumiu o cargo secretário (de sua fundação ate seu falecimento em 1914) do Ginásio Estadual Atoniel Motta, onde deixou a sua marca na educação. Seu escritório de advocacia ficava na Rua Visconde de Inhaúma, 8. Também foi sócio do Dr. Alfredo Pujol, Eugênio Egas e Dr. Júlio Mesquita em um escritório de advocacia em 1896. Foi membro do PRP - Partido Republicano Paulista. Foi homenageado pela Câmara Municipal, dando seu nome a um logradouro público na Vila Tibério onde ficava sua chácara. Iniciado na maçonaria na Loja Maçônica Independência, na cidade de Campinas. Na mesma Loja, no dia 14 de julho de 1884, juntamente com outros maçons paulista, com o apoio dos membros da Loja Maçônica Amor e Caridade, fundou a primeira biblioteca maçônica da província sendo o seu presidente. Esta biblioteca tinha para mais de 3000 volumes e mais de 30 jornais do país e do estrangeiro. Capitaneado pelo Professor Gouvêa Prata e outros maçons republicanos, fundou a Loja Maçônica Amor e Caridade e seu Capítulo, em 01 de novem de 1872, no Novo Oeste Paulista, Terra-Roxa. Foi presidente da Loja Amor e Caridade de 1883-1884. D. Valentina Soares Loyola faleceu em 02 de janeiro de 1912, conforme noticiado no jornal Correio Paulistano, Ano 1912\Edição 17398. Dr. Loyolla faleceu em 12 de novembro de 1914, com 74 anos de idade, vítima de um infarto, conforme noticiado no jornal Correio Paulistano, Ano 1914\Edição 18439. Seu nome foi dado a um logradouro público pelos bons serviços prestado a ordem, a pátria e ao município de Ribeirão Preto.